“Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém, pois cada um deverá levar a sua própria carga.”
Gálatas 6:4-5 (NVI)
✝️ Reflexão Bíblica
Estamos vivendo os últimos dias de 2025. Neste exato momento, ao abrir as redes sociais, somos inundados por retrospectivas brilhantes. Vemos amigos postando sobre as viagens que fizeram, os ministérios que explodiram, os casamentos realizados, as promoções no trabalho e as promessas alcançadas. No Brasil, onde somos extremamente relacionais e conectados, isso gera um fenômeno silencioso, mas devastador dentro da igreja: a “depressão da comparação”.
Muitos cristãos olham para a “vitrine” da vida do próximo e, inevitavelmente, olham para os “bastidores” da sua própria vida com desdém. Pensamos: “Por que Deus abençoou fulano e eu continuo na mesma luta?”, “Por que o ministério dele cresceu e o meu parece estagnado?”, “Será que tenho menos fé?”. A comparação é um ladrão sorrateiro; ela rouba a gratidão pelo que Deus já fez e planta a semente da inveja e da insatisfação.
O apóstolo Paulo, escrevendo aos Gálatas, toca na ferida. Ele nos convida a examinar os nossos próprios atos, e não os do vizinho. A maturidade espiritual exige que entendamos uma verdade libertadora: Deus não trabalha com moldes industriais, Ele trabalha com obras de arte exclusivas. O plano dEle para a vida do seu irmão não é o padrão de medida para a sua vida.
No final do Evangelho de João, vemos Pedro perguntando a Jesus sobre o futuro de João: “Senhor, e quanto a este?”. A resposta de Jesus foi direta e serve para nós hoje: “O que lhe importa? Quanto a você, siga-me!” (João 21:22). Jesus estava ensinando que olhar para o lado nos desvia do propósito de olhar para a frente, para o Alvo.
Viver livre da comparação não significa não celebrar a vitória dos outros. Pelo contrário, só quem está seguro em sua própria identidade em Cristo consegue genuinamente se alegrar com quem se alegra. O sucesso do outro não é o seu fracasso. A bênção do outro não significa que o estoque de Deus acabou.
Neste fim de ano, o convite do Espírito Santo é para que você saia da arquibancada da vida alheia e desça para correr a sua própria raia. Deus não vai lhe perguntar por que você não foi tão influente quanto aquele pregador famoso ou tão próspero quanto aquele empresário. Ele vai perguntar se você foi fiel ao pouco (ou ao muito) que Ele confiou a você. A sua história, com suas lutas, cicatrizes e vitórias silenciosas, é preciosa para Deus e tem um propósito que nenhuma outra história poderia cumprir.
🌱 Vivendo uma fé prática no dia a dia
- Faça um “jejum” de vitrines: Se as redes sociais estão gerando ansiedade ou inveja, desconecte-se por alguns dias. Proteja seus olhos para proteger seu coração.
- Mude a pergunta: Em vez de perguntar “Por que ele tem isso?”, pergunte a Deus: “O que o Senhor quer me ensinar na estação em que estou agora?”.
- Agradeça pelo “não visto”: Faça uma lista de bênçãos que ninguém viu e que você não postou: um livramento, uma cura interior, um momento de paz, o pão na mesa. Valorize o que é eterno.
🙏 Para orar
Senhor Jesus, Eu confesso que, muitas vezes, meu coração se entristece ao me comparar com os outros. Perdoa-me por medir o Teu amor pelo que vejo na vida alheia e não pelo que Tu já fizeste por mim na cruz. Livra-me da inveja e da insatisfação. Eu quero ter alegria na minha própria jornada e celebrar as vitórias dos meus irmãos sem amargura. Ensina-me a focar na minha carreira e a ser fiel ao Teu chamado específico para a minha vida.
Eu Te louvo pela minha história, pois ela foi escrita por Tuas mãos. Em nome de Jesus, amém.
